BLOG

25/08/2007 17:34

Mudança de Blog

Pessoal,

em breve esse sistema será desativado. Solicito começarem a postar comentários no endereço sistema clicando aqui, ou clicando aqui.

Solicito, também, que troquem nos favoritos antigo endereço (http://luisnassif.blig.ig.com.br/) por www.luisnassif.com.br ou www.projetobr.com.br/blog/5.html.

Amanhã retomamos nosso bate-bapo normal. Mas espero até o início da noite voltarmos ao antigo embalo.

enviada por Luis Nassif



24/08/2007 18:30

Homenagem ao respeito pela diferença.

enviado por: José Melquíades Ursi

DIFERENTE

Diferente é o que grita,
daquele diferente que fala baixo.
Diferente é o que fala baixo,
daquele diferente que nem fala.
Diferente é o que nem fala,
daquele diferente que teme falar.
Diferente é o que teme falar,
daquele diferente que teme poder falar.
Diferente é o que teme poder falar,
daquele diferente obrigado a calar.
Diferente é aquele obrigado a calar,
daquele diferente aconselhado a calar.
Diferente é aquele aconselhado a calar,
daquele diferente que se aconselhou a calar.

Diferentes são todos os que falam ou não,
daquele diferente que fala sem grito e sem medo.
Diferente é aquele que fala sem grito e sem medo,
sem temer ser diferente dos diferentes.
Diferente é aquele que não teme ser diferente
— diferente ao calar, falar ou gritar —
sem temer nenhum diferente.

E se buscas um amor,
talvez seja una diferença,
mas não qualquer diferença.
Gostar é saber encontrar um diferente
que te faça sempre diferença.
Que diferente...!

José Melquíades Ursi

enviada por Luis Nassif



24/08/2007 18:00

Do folclore paulista

Enviado por: OD Furlani

Essa é do folclore paulista...

Meu amigo inteligente,
Faiz favor di mi dizê,
Vinte e cinco par de gato,
Quantas unha pode tê?

Inté vô lhi respondê,
E todos ôceis são tistimunha,
Qui vinte e cinco par de gato,
Com certeza tem mil unha.

enviada por Luis Nassif



24/08/2007 17:45

O tanque de guerra

No primeiro dia do acidente da TAM, houve reunião de emergência entre autoridades aeronáuticas, diretoria da ANAC e Secretaria de Comunicação. A idéia era, primeiro, saber o que aconteceu. A análise preliminar da Aeronáutica indicava como possível causa um problema na aeronave – devido à filmagem dela em alta velocidade. A segunda intenção era definir quem seria o porta-voz do governo.

Quando Denise Abreu foi fazer a sua exposição, um brigadeiro ficou conversando em voz baixa com outro. Denise fulminou-os com um olhar tão duro, que permitiu a primeira conclusão do grupo: seria suicídio coloca-la em uma coletiva. Uma das pessoas presentes à reunião me disse que chamar seu estilo de trator era minimizar a força da naureza que ela é: mais apropriada chamar de estilo tanque de guerra.

enviada por Luis Nassif



24/08/2007 17:15

O fim da velha Bolsa

A Bolsa de Valores de São Paulo irá se tornar uma S/A. Acabam as sociedades corretoras. Será a segunda grande revolução da história. A primeira foi a substituição do corretor oficial pela sociedade corretora, no governo Castello Branco.

Mais informações no Guia Financeiro, da Agência Dinheiro Vivo.

enviada por Luis Nassif



24/08/2007 16:33

Santiago

O documentário “Santiago”, de João Moreira Salles, é uma obra prima. Conheci o Santiago nos seus últimos dias de vida, começo dos anos 90, levado ao seu apartamento por João, que deveria estar terminando as filmagens na época.

Na verdade, o documentário tem dois personagens: Santiago, e a Casa, onde hoje é o Instituto Moreira Salles, no Rio de Janeiro. Na época, representava o grande orgulho de um país que se pretendia internacional e soberano, abrigando personalidades internacionais das mais variadas.

A relação do menino João com a solidão da Casa é pungente.

enviada por Luis Nassif



24/08/2007 16:01

Da legalidade das fotos do STF

Vamos ver outro ângulo jurídico legítimo do caso das fotos do STF.

enviado por: J. Roberto Militao

De fato, o ilustre Dr. Aton Fon Filho talvez seja o mais preparado, dedicado e competente advogado das causas populares, aborda essa questão, tema de alta indagação.

Outro blogueiro questiona a diferença entre propriedade privada e o direito à privacidade, que são imensas desde a construção de seus conceitos, tanto éticos quanto sócio-políticos e deontológicos. A propriedade privada, admitida pela CF/88 está submetida a sua relevante função social. O direito à privacidade e sua inviolabilidade, são garantias constitucionais fundamentais deferidas ao indivíduo, consagrado ao direito à intimidade.

Entretanto, a dúvida ou a questão é se os D. Ministros, em plena audiência pública, no exercício da prestação jurisdicional, em matéria de interesse do povo, incluso o interesse de conhecer como funciona a mais alta Corte e por qual Doutrina se orientam, se estavam ou não protegidos pela regra da inviolabilidade na forma da colheita de imagem fotográfica.

A primeira vista, no momento da foto, não estavam, tanto que permitida a presença do foto-jornalismo que nada mais fez que fotografar. Se o conteúdo da foto, estava ou não apropriado, eis então outra questão: para isso estavam presentes.

A segunda questão é quando ocorre a inviolabilidade, numa escuta, invasão furtiva ou abrir uma correspondência pessoal, sempre clandestina ou se, por descuido, tua mulher encontra no bolso do paletó, e leia, uma carta daquela amiguinha....

Por última indagação é aquela relativa a inviolabilidade do homem público, servidor público no exercício da função pública e em matéria relativa a suas atribuições e não em sua vida íntima...

Destarte, se a audiência era pública, e o fato jornalístico relevante ao interesse do público, a imprensa cumpriu bem a sua também nobre missão de nos informar... assim, conhecemos um pouco mais como funciona a E. Corte e quanto são cultos - e humanos - os Ilustres Membros do colegiado.

enviada por Luis Nassif



24/08/2007 15:10

CPI da TVA

Está sendo proposta CPI para investigar a compra da TVA pela Telefônica. Segundo o deputado Wladimir Costa declarou à Agência Estado, a operação fere a legislação do setor de telecomunicações, a lei do consumidor e a soberania nacional. A Telefônica teria comprado a totalidade das ações da TVA, mas declarou à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) ter adqurido apenas 19,9%, segundo declarou à Agência Estado.

Segundo a AE, o requerimento foi assinado por 182 deputados, número suficiente para que a CPI seja criada. Dependerá apenas do presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT).

Ao analisar o pleito da Abril, nesta segunda, é importante que os conselheiros da Anatel se aferrem expressamente à lei. O que for legal, que seja concedido. Se não for legal, estarão sujeitos à ação da CPI e do Ministério Público.

enviada por Luis Nassif



24/08/2007 11:19

Os pioneiros da agricultura - 2

Enviado por: Torres

Nassif,

do lado dos agricultores, os dois nomes mais importantes, não apenas do ponto de vista do pioneirismo, mas inclusive do ponto de vista de contribuição ao desenvolvimento tecnológico do processo, são os dois nomes já citados aqui no blog por outros: Herbert Bartz, de Rolândia, Paraná. Um alemão (imigrante decorrente da guerra), teimoso, viajado e com uma ampla visão de mundo. Sou testemunha ocular Nassif, como agrônomo da Emater, prestando serviço em Rolândia à época. (hoje sou docente na UENP - campos Luis Meneghel, Bandeirantes, PR (Universidade Estadual do Norte do Pr.) O outro nome Nonô Pereira, de Ponta Grossa, PR, região dos campos gerais. Do lados dos profissionais, pesquisadores etc... muita gente. não dá para nominar. Das Instituições... sem dúvida nenhuma o IAPAR, pioneiro e mais ou menos sózinho no começo, década de 80. Depois vieram outras. Embrapa, etc.. etc..

Outro aspecto relevante com relação ao plantio direto (PD), além do que já levantado no blog, é a contribuição que pode dar, está dando, à minimização do aquecimento global, contribuindo diretamente para uma menor taxa de aquecimento do solo. Tem uma tese que vem sendo defendida por um dos cientistas brasileiros, que inclusive participou da revisão do relatório do IPCC, pesquisador da Embrapa São Carlos, Odo Primavesi, juntamente com a bióloga Cristina Arzabe, também da Embrapa, que colocam a questão da contribuição do aquecimento dos solos degradados, desprotegidos, etc, como um dos principais componentes de contribuição para do aquecimento global. Nessa perspectiva, se a linha de raciocínio da dupla estiver correta, e pelas informações ainda supericiais que li, o conjunto da obra parece que ainda não foi publicado, faz muito sentido. Nessa perspectiva o PD ganhará ainda muito mais importância do que já tem, indo além dos dos aspectos diretamente relacionados a produção. Estaria contribuindo diretamente para taxas menores de aquecimento do planeta. Vale a pena conferir

Enviado por: Camilo Telles
Johanna Döbereiner Nascida na antiga Tchecoslováquia, Johanna Döbereiner é a cientista brasileira de maior projeção internacional até hoje.

Naturalizada em 1956, tornou-se mundialmente conhecida por sua pesquisa sobre fixação biológica de nitrogênio, o que lhe valeu indicações para o Nobel de Química. Sobre o prêmio, disse: "Há muita política nisso e nem é minha ambição".

Como resultado de sua atuação, o Brasil economiza bilhões de dólares ao deixar de consumir milhões de toneladas de adubos nitrogenados, principalmente no cultivo da soja

Clique aqui.

enviada por Luis Nassif



24/08/2007 10:53

A morte de Vargas

24 de agosto, aniversário do suicídio de Getúlio Vargas. Amanhã vou escrever sobre o tema, em Crônicas.

enviada por Luis Nassif



24/08/2007 07:00

Os pioneiros do agronegócio

Na aba de ECONOMIA, a Coluna Econômica fala de alguns pioneiros anônimos do agronegócios, em matéria feita com a colaboração de vocês.

enviada por Luis Nassif



23/08/2007 23:59

Trivial de uma sexta cuiabana

Esse Trivial não tem rima
Porque eu aqui, bem acima,
Do trópico de Capricórnio
Com 40 graus na rua
Menos 10 no auditório
E sabendo que o sistema
Do Blog é transitório
Deixo uma versinho banal
Anunciando o Trivial

enviada por Luis Nassif



23/08/2007 21:43

Mudança de sistema

Nesta sexta entre 9 a 12 horas é provável que o Blog fique meio instável. Haverá a mudança do sistema para um novo, preparado pelo pessoal da Facilit, do Porto Digital.

enviada por Luis Nassif



23/08/2007 19:03

Invasão de privacidade

Enviado por: Aton Fon Filho

Nassif,

O jornal O Globo de hoje estampa fotografias dos computadores de Ministros do STF durante a sessão de ontem, primeira da audiência para decidir sobre o recebimento ou não da denúncia contra os 40 acusados pelo Ministério Público Federal de comporem esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes. E a matéria esclarece que a Ministra Carmen Lucia discutia com o Min. Lewandowsky indicando que outro ministro, Eros Grau votaria contra o recebimento da denúncia.

As fotografias, tiradas por trás e voltadas diretamente para os computadores dos ministros não escondem a intenção de quebrar a intimidade e violar o sigilo da correspondência que eles trocavam (Afinal, para quem não sabe, mensagens eletrônicas também são protegidas porque constituem igualmente correspondência).

Repetiu-se ali o mesmo que aconteceu quando outro repórter fotográfico (ou terá sido o mesmo) com uma poderosa teleobjetiva captou imagens do Palácio do Planalto em que Marco Aurélio Garcia recebia a notícia de que o acidente da TAM possivelmente tivesse sido devido a falha do equipamento.

Independentemente do conteúdo das mensagens trocadas, e do gesto do ministro Marco Aurélio, o que acho que fica em discussão é a utilização por parte da mídia de recursos como esses, invasivos da esfera da intimidade ou da esfera funcional protegida de algumas pessoas.

Lembro ainda duas outras situações em que a TV Globo se valeu de artifícios semelhantes, uma delas quando em uma audiência, no Rio de Janeiro, com seus poderosos microfones logrou ouvir a conversa entre um advogado e seu cliente, quando este era orientado a modificar a voz para uma comparação que ia ser feita. Tratou-se, naquele caso, de violação de conversa protegida por confidencialidade, aquela entre o advogado e seu cliente.

De outra feita, a TV Globo armou a famosa entrevista com a então acusada de haver matado seus pais, Suzanne Richthofen, e também naquela oportunidade violou a conversa sigilosa entre o advogado e sua cliente.

São, portanto, quatro situações de violação de sigilo de comunicação, com efeitos jurídicos danosos e com a clara intenção de provocar efeitos danosos, embora não necessariamente aqueles que decorreram. Digo isso porque no caso de Suzanne Richthofen e da conversa entre o advogado e seu cliente durante a audiência, tenho lembrança de que as conversas foram expurgadas dos autos por decisão judicial superior. Mas, cumpriram o papel de desmoralizar os defensores e os réus perante a opinião pública, ajudando no processo de linchamento.

Que lhe parece da utilização desses recursos?

Não lhe parece que a impunidade desses jornalistas demonstra o imenso poder que a mídia exerce hoje, quando ademais de se atreverem a violar descaradamente a intimidade, a lei que a protege, logram intimidar as vítimas das violações?

Pode ser que em nesses casos anteriores, não tenha sido punido nenhum dos autores desses crimes, pelo medo que as vítimas tinham do poder da TV Globo.

Será que agora, quando os magistrados da mais alta Corte brasileira foram vítimas dessa invasão de privacidade, terão também eles medo do poder da Vênus Platinada?

Mesmo porque, fica, em qualquer hipótese, a possibilidade de os próprios advogados dos denunciados interessados naquele julgamento pleitearem a nulidade do julgamento em virtude do pré-julgamento e dessa quebra de sigilo.

enviada por Luis Nassif



23/08/2007 18:53

Gênio na parada

Atenção, Villagio, vou divulgar o show. Mas, como estou fora de Sampa, solicito que reservem uma mesa com quatro lugares bem de frente ao palco para a apresentação de sábado.

Impostas as condições, não perca o show do Proveta no Villagio Café

É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio É gênio

Enviado por: Jose Arlindo Salgado

Blogueiros do Nassif,

Veja uma amostra do proveta Proveta,Emyllia Santos,Zé da velha e Vando trombone.

enviada por Luis Nassif



23/08/2007 18:24

Troca de papéis

Essa contínua invasão do espaço da mídia sensacionalista pela chamada grande imprensa cria um curioso paradoxo: o Globo e a Globo conseguem, como maiores feitos, a prática do “voyeurismo cívico”, invadindo a privacidade de autoridades. E o Extra dá show de reportagem sobre os cubanos, saindo a campo.

Não sei mais onde está a divisória entre mídia de opinião e mídia sensacionalista. Mas sei bem o que é jornalismo e o que é sensacionalismo. De certo modo, essa capa do "Globo" é tão absurda, tão desrespeitosa com as instituições quanto a da "Veja" com o pé no traseiro do presidente.

enviada por Luis Nassif



23/08/2007 17:37

O relatório do "mensalão"

Enviado por: Luiz

O texto completo da denúncia contra os 40 mensaleiros, clique aqui.

enviada por Luis Nassif



23/08/2007 11:34

A sustentabilidade na Europa

Presidente da Força Tarefa Holandesa de Soja Sustentável, que junta os principais produtores da cadeia produtiva, Francs Claassens sustenta que o setor está sob marcação cerrada dos consumidores e das ONGs ambientais.

Três temas são particularmente sensíveis:

1. Destruição da biodiversidade na Amazônia

2. Práticas agrícolas não sustentáveis

3. Questões sociais: como posse de terra

Na Europa, sustentabilidade e'assunro chave para ter acesso ao mercado. E a definição de compra de produtos saiu dos fabricantes para os consumidores.

Enviado por: Odracir Silva

Caro Nassif,

sobre o assunto em questao, haa o artigo do Nature Conservancy.

enviada por Luis Nassif



23/08/2007 11:12

As mudanças climáticas

Na Bienal do Agronegócio, um dos pontos centrais foram as mudanças climáticas e a questão da sustentabilidade. Aparentemente – a julgar pelos conferencistas estrangeiros – os produtores matogrossenses estão conseguindo reverter a imagem de destruidores da Amazônia.

Pouco se questiona a questão das mudanças climáticas, mesmo porque esse é um dos principais temas a alavancar a produção mundial de etanol e biodiesel.

Mas observadores, no público, me chamam a atenção para o questionamento a essas previsões, feitos especialmente pelos professores Luiz Carlos Molion, chefe do Instituto de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de Alagoas e o geógrafo Aziz Ab'Sáber.

Quem tiver o contato do Molion, ou alguém artigo recente dele, questionando essa questão, favor encaminhar para o Blog.

Artigos

Aqui, um artigo de Luiz Carlos Molion sustentando que a tese do aquecimento climático é terrorismo. Enviada pelo Paulo Kaustcher.

Aqui o trabalho sobre Aquecimento Global, do Molion, enviado pelo Takata.

enviada por Luis Nassif



23/08/2007 11:08

A revolução do plantio direto

Não são apenas as pesquisas da Embrapa as responsáveis pelo boom brasileiro da soja. Em 1972, em Rolândia, Paraná, alguns fazendeiros resolveram experimentar o plantio direto. Em vez de queimadas, importaram máquinas da Europa que separavam o grão da palha. A palha ficava cobrindo as terras até a safra seguinte, aumentando a fertilidade da terra, protegendo a colheita.

Hoje em dia, 90% da soja brasileira recorrem ao plantio direto, peça central para o fim das queimadas – que hoje respondem por 90% da emissão de carbono produzida pelo Brasil.

Quem tiver mais informações sobre os pioneiros do Paraná, faça o favor de enviar para o Blog.

enviada por Luis Nassif



23/08/2007 10:32

A degola de Capiberibe

JOÃO CAPIBERIBE, no “ Globo” de hoje

Dia de cão aquele 25 de outubro de 2005, quando fui expurgado do Senado, sem direito de defesa, por decisão monocrática do presidente Renan Calheiros. Sarney não estava em plenário, dos bastidores manobrava a resistência obstinada de Renan em não ceder aos apelos de 52 senadores e senadoras que da tribuna defendiam que me fosse garantido o direito à ampla defesa, como determina o regimento interno e a Constituição.

Renan, impassível, ouviu três horas de discursos. Alguns com fundamentos jurídicos, outros mais políticos, um ou outro mais agressivo, causando-lhe grande desconforto.

Renan não arredou pé. Nenhuma concessão à lei ou ao plenário. O senhor dos anéis arbitrou que eu não permaneceria nem mais um dia no mandato, conquistado pela vontade livre e soberana do povo do Amapá.

Seguro de sua decisão, Renan cumpriu o acordo ao arrepio da lei, para, em seguida, em grande júbilo, empossar um peemedebista derrotado nas urnas. Nesse momento, surge Sarney em plenário exibindo um sorriso triunfal.

Não esquecerei um terceiro personagem que concorreu com seus préstimos para me retirar o mandato. Dele falarei mais adiante.

A convicção de Renan, sustentada em pareceres de advogados do Senado, sucumbiu em menos de 24 horas no STF, que considerou sua decisão uma afronta à Constituição. Esse revés, que poderia ter servido para alertar a casa da precariedade das regras e dos procedimentos na condução de processos envolvendo seus membros, teve efeito contrário.

Renan fechou acordo na Mesa, estabelecendo rito sumário de cinco dias para a defesa, insuficientes para qualquer tentativa de cumprimento das confusas normas vigentes. Prevaleceu a manipulação e o arbítrio.

O mesmo ritual, improvisado ao sabor das circunstâncias, quase se repete no Conselho de Ética para inocentar Renan da acusação de ter usado um lobista para pagar pensão de uma filha fora do casamento. Renan queria e articulou tudo para ser declarado inocente na mesma velocidade em que conseguira me expurgar do Senado.

Não logrou êxito, porque a imprensa, diligentemente, apressou-se a ir contar seu rebanho, trazendo a público denúncias cada vez mais comprometedoras, mobilizando, assim, a opinião pública, e reforçando a acusação de quebra de decoro parlamentar.

Vamos aos fatos que antecederam o dia “D”.

Logo após as eleições de 2002, o PMDB de José Sarney impetrou recurso junto ao TRE, pedindo a cassação de meu mandato e de minha companheira Janete (eleita para a Câmara Federal com o maior número de votos da história do Amapá) pela compra de dois votos, por R$ 26 cada, pagos em duas suaves prestações. O Ministério Público Eleitoral não apresentou denúncia, e o TRE nos declarou inocentes.

O PMDB de Sarney recorreu ao TSE, cujo recurso foi cair nas mãos do então ministro Carlos Veloso. Esse senhor, agindo mais como advogado de acusação do que como juiz, convence seus pares de que de fato teríamos comprado os dois votos.

Depois de idas e vindas, o PMDB, em questão de ordem junto ao STF, propõe nosso afastamento dos mandatos antes do trânsito em julgado.

O pleno do STF se divide: três a favor e três contra. Coube, então, ao presidente proferir o voto de Minerva.

O voto da sabedoria.

É nesse momento crucial que emerge dos bastidores o terceiro personagem do triunvirato da cassação, o presidente do STF Nelson Jobim, já com um pé fora do Supremo e outro dentro do PMDB, batendo o martelo a favor do seu partido. Isso é o que penso até que me provem ao contrário.

enviada por Luis Nassif



23/08/2007 10:13

Blog no ar

Acabo de ser informado pelos técnicos para manter o Blog funcionando normalmente. No final do dia eles importarão os comentários de hoje.

enviada por Luis Nassif



23/08/2007 08:28

Mais Zé Limeira

Enviado por: Rubens

Nassif: na década de 70,colhi em Alagoas algumas "pérolas" atribuídas ao paraibano Zé Limeira,"poeta do absurdo",que transcrevo (se vc quiser colocar *** em algumas partes, fique à vontade).

I

Jesus quando veio à Terra,
Foi gerente da Paulista,
Sócio de São João Batista,
Depois da Segunda Guerra.
De tanto subir a serra,
Tiveram um padecimento,
Inda existe um dicumento
Da juvenia entre os três (!)
Ás,dama,valete,reis,
Diz o Novo Testamento.

II
Frei Henrique de Coimbra,
Sacerdote sem preguiça,
Rezou a primeira missa
Á beira duma cacimba.
Veio um índio
E passou-lhe a pimba,
E ele não quis aceitar.
E hoje vive a berrar
Detrás de um pé de jurema,
O bom pescador não tema
As profundezas do mar...

III
O velho Tomé de Souza
Governador da Bahia
Casou e no mesmo dia
Passou a pimba na esposa
Ele fez que nem raposa
Comeu por frente e por trás,
Depois ele foi pro cais
Onde os navio trefega
Comeu o Padre Nobréga
E os tempo não volta mais...

IV
Desafiado por uma repentista, que lhe lançou:
"Fui casada sete vez,
Sete maridos pissuí,
E, no entanto, acreditem,
Sou virgem como nasci!",

Limeira mandou:
"Esse caso, meus senhores,
De dois modo se espilica,
Ou essa muié não tem %!@$&@#
Ou esses home não tem %!@$&@#.."

Genial, né?

enviada por Luis Nassif



23/08/2007 08:16

A Bolsa Família e as planilhas do bem

No "Estadão" de hoje um editorial reconhecendo a importância da Bolsa Família. Ontem já havia dado uma bela cobertura para os resultados do programa.

Lembro-me de uma entrevista que dei, antes das eleições, ao portal Vermelho, onde mencionava o Bolsa Família como a grande obra legitimadora do governo Lula.

Na mídia ainda pesava esse fator planilheiro, de tratar o programa como bolsa esmola, como fator de atraso, de acomodação. Mas o "Estadão", que tem posições claras e não briga com os fatos, aceitou as informações de sua reportagem de ontem:

"Nem todos os bolsistas são necessariamente lulistas. Existem os que nem sequer sabem de onde vem o dinheiro. Mas o desempenho eleitoral do presidente no Nordeste decerto guarda íntima relação com o fato de que ali vive praticamente a metade dos destinatários do programa".

A grande arma do grande Patrus Ananias foi cercar o programa de técnicas estatísticas modernas, de indicadores relevantes, de ter a humildade de aceitar assessoramento para programas de qualidade e gestão. Foram os indicadores que derrubaram os maliciosos das planilhas e conquistaram a adesão quase geral.

A grande batalha de inclusão social foi possível quando estatísticos bem intencionados se colocaram a campo, com números e dados, e derrubaram as manipulações daqueles que usam a planilha exclusivamente com objetivos anti-sociais.

enviada por Luis Nassif



23/08/2007 07:00

O agronegócio e o meio ambiente

Na aba de ECONOMIA, a Coluna Econômica mostra os avanços do agronegócios em direção à sustentabilidade.

enviada por Luis Nassif



22/08/2007 23:25

Trivial com Zé Limeira

Enviado por: João Batista

Zé Limeira, O Poeta do Absurdo (autor - Orlando Tejo)

Quando a pricesa Isabé
Escapou do cativeiro
Arrudiou por Monteiro,
Vêi se esconder em Sumé,
Foi quando uma cascavé
Mordeu-lhe a junta da mão,
Foi morrer lá no Feijão,
Dum jeito de fazer pena,
Mércia, tua tez morena
Prendeu o meu coração.

Napoleão era um
Bom capitão de navio;
Sofria de tosse braba
No tempo que era sadio,
Foi poeta e demagogo,
Numa coivara de fogo
Morreu tremendo de frio.

Dom Pedro teve um infarte,
Tomou um chá de jumento,
Vomitou, botô pra dentro,
Tornô goipá outra vez....

Minha muié se chama Bela,
Quando eu vou chegando em casa,
O galo canta na brasa,
Cai o texto da panela,
Eu fico olhando pra ela
Cheio de contentamento,
O santanés num jumento
Pra morder a mãe de Deus,
Nem mordeu ela, nem eus,
Diz o novo testamento.

Enviado por: ssinotti

Caro Nassif,

A seu pedido, vai abaixo mais uma amostra de Zé Limeira, trecho destacado por José Américo de Almeida ao prefaciar o raro e célebre livro de Orlando Tejo, \"Zé Limeira, poeta do absurdo\".

Eu tinha um exemplar, mas emprestei a não sei quem, que não me devolveu.

Cito-lhe dois admiradores de Zé Limeira: Fernando Mitre e José Neumane Pinto.

Uma busca na Internet vai lhe dar mais material. O homem era genial. Aí vai a amostra:

Napoleão era um
Bom capitão de navio:
Sofria de tosse braba
No tempo em que era sadio,
Foi poeta e demagogo,
Numa coivara de fogo
Morreu tremendo de frio.

Dom Pedro teve um enfarte,
Tomou um chá de jumento,
Vomitou, botô pra dentro,
Tornô goipá outra vez...

Quando Jesus veio ao mundo
Foi só pra fazê justiça.
Com treze ano de idade
Discutiu com a doutoriça,
Com trinta ano depois
Sentô praça na puliça.

O Marechá Floriano
Antes de entrá pra Marinha,
Perdeu tudo quanto tinha
Numa aposta cum cigano.
Foi vaqueiro vinte ano,
Fora os dez que foi sargento.
Nunca saiu do convento
Nem pra lavá a corveta,
Pimenta só malaqueta,
Diz o Novo Testamento.

Quando a Princesa lsabé
Escapou do cativeiro,
Arrodiou pru Monteiro
Vei se escondê em Sumé.
Foi quando uma cascavé
Mordeu-lhe a junta dá mão.
Foi morrê lá no Feijão,
Dum jeito de fazê pena...
Um dia Augusto dos Anjo,
Junto com São João da Barra,
Foram fazê uma farra
E tivero um desarranjo.

Jesus nasceu em Belém,
Conseguiu sair dali,
Passou por Tamataí,
Por Guarabira também.
Nessa viage de trem
Foi pará no Entroncamento.
Não encontrando aposento
Dormiu na casa do Cabo,
Jantou cuscuz com quiabo,
Diz o Novo Testamento.

enviada por Luis Nassif



22/08/2007 21:46

Parada para manutenção

Amanhã o Blog ficará inoperante das 10 até o final da tarde. Será implantada o novo sistema, que, além da integração com o Projeto Brasil, deverá me economizar horas diárias.

Hoje em dia, para cada comentário liberado, respondido ou rejeitado, o comando vai até o servidor e volta. Estou aqui em Cuiabá, louco para ir ao bar de choro, há três horas liberando comentários. Entre comentários para posts de hoje e de outros dias, foram quase 600 só hoje.

Com o novo sistema, as liberações serão todas de uma vez, bastando ticar cada comentário.

enviada por Luis Nassif



22/08/2007 21:09

Lençol de carinho

(Vicente Barreto e Luís Nassif)

Com Lu Horta

Minha irmã quando se chega
à beira da minha cama
e me encontra adormecido
me fita absorta e branda
chora gotas de saudades
minha presença reclama
desce um lençol de carinho
estica, alisa e espana
do jeito que minha mãe
aprendeu com minha nona

Mas de repente do tempo
vem um rancor que emana
qualquer caso incompreendido
que a memória proclama
e ela explode no sonho
como a fogueira que inflama
me ataca com sua fúria
e me agride com gana
me liquida impiedosa
como quem pega e esgana

Me destrincha nervo a nervo
como uma águia insana
me devota ódio intenso
não de inimigo, de mana
e ao me ver agonizantge
se vê casta, chora e clama
e vai buscar no passado
lembrança que nos irmana
| tudo isso acontece
| com minha irmã
| que me ama (3x)

enviada por Luis Nassif



22/08/2007 14:26

A lógica do mau jornalismo

É importante entender os problemas que afligem a democracia brasileira. Tem-se um modelo político torto, onde sempre foram aceitas algumas regalias que, à luz da moral e dos bons costumes, eram indevidas. Mas que foram praticadas, mesmo por alguns dos políticos mais destacados e inatacáveis da história política do país.

Por exemplo, permitia-se ao político, ao final da campanha, utilizar as sobras dos financiamentos de campanha. Nem vem ao caso, mas poderia citar três dos maiores políticos brasileiros falecidos, de conduta ilibada, pais da redemocratização, de quem jamais se soube participar de negociatas, que nos anos 80, com as sobras de campanha, conseguiram melhorar de vida.

A questão das concessões públicas de rádio e televisão é outro ponto fundamental. No governo Sarney houve distribuição ampla e irrestrita a amigos do rei que, depois, negociaram com empresários a venda delas. Se não me engano, as primeiras concessões da Abril nasceram desse movimento. Sem contar a derrama promovida por Antonio Carlos Magalhães.

No governo FHC, Sérgio Motta pretendia atacar essa questão das concessões. Morreu, foi substituído por Pimenta da Veiga, que era o Hélio Costa de FHC.

Estou falando da parte mais visível da história, sem entrar nos grandes contratos de obras públicas, ou até de parlamentares que recebiam de lobistas para conseguir audiências de clientes (dos lobistas) com Ministros.

Denúncia seletiva

Tem-se, portanto, um amplo campo para investigar. Jamais colocaria a mão no fogo pelo Renan Calheiros. O problema da mídia é que passou a se valer desse manancial de irregularidades para jogar, para tomar parte no jogo, escolher os alvos e tentar se sobrepor ao poder político. A denúncia deixou de ser um fato jornalístico, visando o aprimoramento das instituições, para se transformar em arma de batalhas – algumas com grupos empresariais barra-pesadas

Esse é o problema. Por exemplo, em cada Ministério existem os “operadores”, as pessoas que conhecem tecnicamente os ralos por onde saem os recursos públicos. Esses “operadores” atuam em todos os governos, não têm cor partidária.

Marcos Valério era claramente um desses operadores, que serviu a Deus e ao diabo, operava no governo de FHC e continuou operando no governo Lula. Mas na hora de aprofundar as investigações, o que poderia ferir de morte esse esquema dos “operadores”, as investigações recuaram, porque não interessava ampliar as denúncias.

A Mendes Jr*

Tome-se o caso do tal lobista da Mendes Jr. A empreiteira é barra-pesada. No momento, por exemplo, tem uma demanda inacreditável contra a CHESF que, na última contagem, rondava a cada das dezenas de bilhões de reais – em cima de uma dívida atrasada que não chegava a US$ 75 milhões, nos anos 80. Denunciei essa história, fui processado pela Mendes Jr, tendo como advogado Miguel Reali Jr, ex-Ministro da Justiça. Algum jornal ou revista foi atrás desse escândalo? Não. A empresa utilizou os “direitos futuros” sobre essa ação para quitar dívidas com bancos públicos. Interessou à mídia? Não.

Mas quando se descobre que um lobista da Mendes Jr era avalista do amigo Renan Calheiros no aluguel do apartamento da amante. Sabe como sai na “Veja”?

”Na semana passada, VEJA descobriu uma intrigante sobreposição de fatos. Justamente no período em que Renan diz não ter provas dos pagamentos – antes de dezembro de 2005 – o lobista Gontijo surge em documentos como devedor solidário do presidente do Senado”. Toda essa trama intrigante para dizer que o sujeito era avalista no aluguel de um apartamento do amigo.

Uma das maneiras que a mídia tem para ser controlada é a observância de princípios jornalísticos. Saiu da linha, deixou de seguir princípios básicos de jornalismo, leva fogo. Aqui, por conta de um pacto absurdo, todos os abusos foram permitidos, todas as ficções toleradas, todas as “barrigas” e espumas repercutidas.

Essa avacalhação do jornalismo – em nome dessa falsidade incrível da “guerra santa” ideológica – abriu espaço para todo tipo de jogada. Significa que todos que praticam isso jogam? Não necessariamente. Mas uma parte joga, é pesada. E se esconde atrás da falta generalizada de critérios jornalísticos.

Dia chegará em que os veículos mais sérios, que embarcaram nessa aventura, perceberão o jogo que se armou em cima de um aval que eles mesmos acabaram dando a aventureiros.

enviada por Luis Nassif



22/08/2007 08:21

Caso Renan

O jornalismo "testando hipóteses" é extraordinário. As acusações iniciais contra o presidente do Senado Renan Calheiros eram de que não teria como justificar a pensão paga à mãe de susa filha.

Depois se acrescentaram novas acusações, de ter enriquecido na política. Se enriqueceu, significa que tinha como justificar os pagamentos. Como fica, então, a acusação inicial?

Nada a favor de Renan. Se o patrimônio que acumulou foi expressivo, e se sempre foi político, ele que trate de se explicar. Mas o episódio mostra a total falta de respeito pelas informações. Vale qualquer coisa para atingir o objetivo pretendido.

Um check-list das acusações falsas contra ele encheria uma página. Tudo bem, uma acusação bem fundamentada é o suficiente. Mas é espantosa a falta de discernimento do jornalismo atual.

enviada por Luis Nassif






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